Tênis Paralímpico: Superação e Excelência no Esporte

Laura Borges
por Laura Borges - Laura Borges

História do Tênis Paralímpico

A origem do tênis paralímpico norte-americana. Foi em 1976 que Jeff Minnenbraker e Brad Parks criaram as primeiras cadeiras adaptadas para o esporte. Não demorou nem um ano para que o primeiro torneio fosse realizado, na Calofórnia. O tênis paralímpico se difundiu rapidamente nos Estados Unidos, tanto que em 1980 foi disputado o primeiro campeonato nacional da modalidade.

Quando foi criada a Federação Internacional de Tênis em Cadeira de Rodas (IWTF, em inglês), em 1988, o esporte já estava bem encaminhado para se tornar paraolímpico. Tanto que naquele mesmo ano a modalidade participou dos Jogos de Seul como exibição. Outro passo importante foi dado em 1991, ano em que a IWTF foi incorporada à Federação Internacional de Tênis (ITF, em inglês), até hoje responsável pelo tênis em cadeira de rodas. No ano seguinte, nos Jogos de Barcelona-1992, a disputa paraolímpica foi oficializada, valendo medalhas pela primeira vez.

No Brasil, o primeiro atleta a ter contato com o tênis em cadeira de rodas foi José Carlos Morais. Ele conheceu o esporte em 1985, na Inglaterra, quando competia com a seleção de basquete em cadeira de rodas. Onze anos depois, Morais foi aos Jogos Paraolímpicos de Atlanta e, ao lado de Francisco Reis Junior, se tornou o primeiro brasileiro a representar o país na modalidade.

O tênis paralímpico é um esporte paraolímpico praticado por cadeirantes cuja deficiência seja a perda dos membros ou a incapacidade de utilizá-los para locomoção. Utiliza as mesmas quadras do tênis convencional utilizando as mesmas regras com pequenas adaptações.

A maior diferença da regra adotada neste esporte é a que a bola pode quicar duas vezes antes de ser rebatida, podendo o segundo quique ocorrer fora das linhas da quadra. A mesma regra é válida para os saques, que podem ser realizados por outra pessoa se a deficiência do jogador impeça a realização deste. Durante o jogo o jogador não pode deixar o assento de sua cadeira de rodas, sendo ela considerada parte do corpo do jogador.

Para competir no tênis em cadeira de rodas, o único requisito é que o atleta tenha sido diagnosticado com uma deficiência relacionada à locomoção. Ou seja, deve ter perda funcional significante de uma ou mais partes extremas do corpo. Se o atleta não for capaz de participar de competições no tênis convencional, estará credenciado a jogar na cadeira de rodas.

Curiosidades do Tênis Paralímpico

A rainha do tênis em cadeira de rodas

Se você pensar em um recorde do tênis em cadeira de rodas, dificilmente ele não estará vinculado à holandesa Esther Vergeer. Ao se aposentar em 2013, Vergeer deixou pra trás um verdadeiro legado. São marcas que dificilmente outro atleta conseguirá atingir. Só em Jogos Paraolímpicos são quatro títulos de simples e três de duplas, entre os Jogos de Sidney-2000 e Londres-2012.

Mas as sete medalhas de ouro da holandesa são apenas uma parte de sua fantástica história. Entrar em quadra com Esther Vergeer do outro lado da quadra era praticamente certeza de derrota. Ao longo de sua carreira, foram 700 vitórias e apenas 25 derrotas. Vergeer conquistou 21 títulos de simples em Grand Slam — ela disputou 21 — e faturou um total de 169 troféus de simples em sua carreira.

O mais impressionante, no entanto, é a invencibilidade da holandesa. Após ser derrotada pela italiana Daniela di Toro em janeiro de 2003, ela nunca mais perdeu. Foram 10 anos sem uma derrota sequer, 120 títulos consecutivos, 95 vitórias com parciais de 6/0 e 6/0 e apenas 18 sets perdidos. Tudo isso em um total de 470 partidas, saindo vitoriosa em todas. Esther foi nomeada cinco vezes para o prêmio Laureus, o Oscar do esporte, e o conquistou em duas oportunidades.

Importância do Tênis Paralímpico

O tênis paralímpico desempenha um papel fundamental na promoção da inclusão e da igualdade no esporte. Ele oferece aos atletas com deficiência a oportunidade de competir em alto nível, desenvolvendo suas habilidades e alcançando reconhecimento internacional.

Além disso, o sucesso da Seleção Brasileira de Tênis Paralímpico inspira novas gerações de atletas, mostrando que, com determinação e apoio, é possível superar obstáculos e alcançar grandes conquistas.

Apoio e Futuro do Tênis Paralímpico

Para continuar avançando, é crucial que a Seleção Brasileira de Tênis Paralímpico receba o apoio necessário, tanto de entidades esportivas quanto da sociedade em geral. Investimentos em infraestrutura, treinamento e competições são essenciais para manter o nível de excelência e garantir que novos talentos possam emergir e brilhar no cenário esportivo.

Com um compromisso contínuo com a inclusão e o desenvolvimento, o tênis paralímpico brasileiro tem tudo para alcançar novas alturas, fortalecendo ainda mais a presença do Brasil no esporte mundial.

A Seleção Brasileira de Tênis Paralímpico é um exemplo de superação, talento e dedicação. Os atletas, treinadores e todos os envolvidos na modalidade têm contribuído para o crescimento e reconhecimento do esporte no Brasil e no mundo. Com um futuro promissor pela frente, a equipe continua a inspirar e a elevar o nome do Brasil nas competições internacionais.

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